segunda-feira, 12 de junho de 2017

"Fidget Spinner" - o brinquedo da moda | Parte II

As primeiras perguntas que fiz a mim mesma aquando da descoberta do Spinner foi "Mas quem é que se lembra de inventar uma coisa destas? Qual é o objectivo?".
E não tardei a encontrar a resposta.
Conforme me fui apercebendo que  este brinquedo estava mesmo a dar que falar no seio dos mais novos, fiquei curiosa e fui pesquisar. Mas mesmo antes de ir ao Google, qual não é o meu espanto quando abro a Visão Júnior (que o Bernardo recebe todos os meses em casa) e o tema de capa é precisamente o Spinner! Sim, o tema de capa.

Apeteceu-me rir da coincidência mas apressei-me a folhear a revista até encontrar as páginas dedicadas ao brinquedo.
As respostas às minha perguntas apareceram num ápice.

Segundo a Visão Júnior, "num verão nos anos 90, Catherine Hettinger, residente na Florida, EUA, sofria de uma doença chamada miastenia grave, que afeta os músculos e deixa uma pessoa sem forças. Apesar de doente, tinha de tomar conta da filha de 7 anos, Sara. E como não conseguia brincar com ela começou a juntar papel de jornal e fita-cola para inventar algo que a entretesse. Foi assim que nasceu uma versão básica do spinner. Catherine  registou o seu invento (chama-se patente e impede as outras pessoas de o copiarem), mas em 2005 Catherine deixou de ter dinheiro para pagar a patente. Por isso, apesar de ter inventado o Fidget Spinner, Catherine não ganhou um tostão!"

Numa pesquisa mais recente, online, já encontrei uns "inventores" mais novos e, segundo a revista Forbes, os autores da versão mais moderna do brinquedo. Dois jovens empreendedores que, ao que parece, estão ricos graças ao spinner (oficialmente um fenómeno).



Edição de Junho 2017


Neste artigo o tema é abordado precisamente junto de pré-adolescentes. Para além de ajudar a criar um spinner de raiz (com materiais que podemos ter por casa), a Visão tenta perceber porque este objeto se tornou tão popular e qual a opinião dos miúdos sobre o mesmo. 
Ao contrário daquilo que é a minha opinião, os miúdos acham que este brinquedo "tem um efeito benéfico de relaxamento e bem-estar". Uma menina de 13 anos chega mesmo a afirmar que o spinner a acalma quando se sente stressada e que "em dias de testes ou apresentações de trabalhos", brinca com o spinner e sente-se aliviada.
Pode ler-se também neste trabalho que ter um spinner na mão pode ajudar "para que os alunos com dificuldades de concentração consigam manter-se calmos, focados e atentos".

Primeira questão: Uma criança de 13 anos stressada??! (A sério??)

Segunda questão: Um brinquedo nas aulas ajuda na concentração??! (A sério??)

Parecem piadas.
Não sou especialista em educação mas lembro-me bem quando havia um aluno mais travesso na sala de aulas ou que levava algum brinquedo com ele, era um alvoroço e ninguém se concentrava ou se focava no que realmente estávamos ali a fazer. Brinquedo era significado de brincadeira = distração.
Será que o ambiente em sala de aula mudou assim tanto? Ou melhor, será que o objectivo das aulas mudou assim tanto?
Deixo no ar as perguntas.
 
O mesmo artigo revela ainda que quase todos os professores desta jovem  deixam os alunos estarem a brincar com o spinner durante as aulas pois "perceberam que é preferível isso do que estarem a conversar (!!). Há menos perturbação (!!)." 
Fiquei um pouco mais aliviada por ler a seguir que "Em Portugal há já várias escolas que proibiram o uso do spinner dentro da sala de aulas por acharem que o brinquedo distrai".
Se calhar os professores da menina de 13 anos stressada não conseguiram foi encontrar uma alternativa ao novo brinquedo!! Que tal mais rigidez com eles?

Nos primeiros dias o Bernardo quis levar o spinner para a escola, como já seria de esperar. No entanto fizemos questão de lhe deixar claro que não usaria o brinquedo dentro da sala de aula - caso o fizesse, a conversa seria outra - e ele sabe bem como somos exigentes nestes temas: na sala de aula é para estar com atenção e para trabalhar; as brincadeiras ficam para o recreio.




O seu segundo spinner, oferecido pela avó, com luzes "psicadélicas"! 

Entretanto, durante as minhas pesquisas curiosas, ainda fiquei mais espantada quando descobri que afinal este brinquedo não se compra só na "loja do chinês".
Lojas de prestígio como a Fnac ou a Worten e variadíssimas lojas online têm este brinquedo à venda e pode mesmo custar até 15€ (confesso que não me alonguei na parte dos preços pois não tenho intenções de apostar nesta "tecnologia" e, para o efeito que é, o do chinês serve perfeitamente).

Resumindo e concluindo: o spinner serve para quê mesmo?
A minha opinião não mudou rigorosamente nada. Acho até que em 2018 já ninguém se vai lembrar dele.

10 comentários:

  1. Hello! :D
    Como é que tens estado??
    Devo admitir que não acho piada nenhuma a este brinquedo, mas essa foto do teu filho com o fidget spinner está qualquer coisa de espectacular! :D

    Beijinhos e boa semana!


    Estranha Forma de Ser Jornalista
    http://estranhaformadeserjornalista.blogspot.pt/

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    1. Olá Maria! 😉
      Obrigada. Este spinner cim luzes tem sido o seu entretém até a ver desenhos animados!

      Beijinhos

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  2. Pelos visto é o brinquedo da moda que tem dado que falar pelas piores razões...

    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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    1. Ola Isa!
      Infelizmente os miúdos têm outra perspectiva.
      😉

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  3. Há sempre brinquedos da moda... também os tivemos na nossa altura.

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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    1. Verdade! Para o ano há-de ser outro.
      Beijinhos

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  4. A minha opinião também continua igual. Não lhe acho grande graça e, realmente, daqui a uns tempos, ninguém se vai lembrar dele! :)

    A Marca da Marta

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