quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Carnaval 2018

Não, não tenho fotos dos miúdos mascarados para vos mostrar. Não houve máscaras nem fatos improvisados este ano. Não houve perucas, maquilhagen ou acessórios engraçados. Não houve desfile nem folia por aqui. Não houve confetis nem serpentinas coloridas.

Houve Ben-u-ron, Brufen, Aerius, Neo Sinefrina, aerossóis, soro, termómetro em punho, ranhoca com fartura, noites desgraçadas e visita à urgência pediátrica. Duas semanas "em grande" que camuflaram o Carnaval de tal maneira que nem demos por ele.




Ainda não foi desta que a Maria Inês se mascarou pela primeira vez - e sinceramente não sei até que ponto lhe conseguiria vestir um fato de Carnaval sem ela embirrar com alguma coisa.
O Bernardo nem se lembrou de pedir um disfarce de um qualquer super herói conhecido. E até acho que ele não liga muito a esta festa - "a quem sairá?", pergunto ironicamente!

Na verdade cá em casa não ligamos muito (ou quase nada) ao Carnaval. Até podemos alinhar numa festa com família e amigos na casa de alguém, se for o caso. Ambiente controlado, know what i mean?! Mas sinceramente, ir para as ruas, para o meio da folia de milhares de pessoas não é, definitivamente, a nossa praia.
Penso que o Bernardo tem-se desligado aos poucos do carnaval porque cá em casa simplesmente não existe o espírito carnavaleiro. Sempre lhe demos liberdade para escolher a sua máscara mas, se ele não quer, não insistimos. Tem as vontades dele.
Pode ser que a Maria venha a ser a folia cá de casa!

Esperemos por 2019!




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

9 Anos

O primeiro. O primogénito. A grande aventura. Aquele mix de sentimentos que não se explica. O início de uma prova de Fogo, de uma experiência única.

Há 9 anos atrás fui mãe pela primeira vez. Dei à luz um menino enorme, lindo, sorridente, sossegado e super meigo. Foi sempre uma criança fácil de lidar mas também muito desafiante para educar. 

Cresce de dia para dia. Está a tornar-se num homenzinho de coração grande, personalidade forte e cheio de estilo.
Há dias em que consegue deixar-nos a cabeça em cacos mas logo a seguir surpreende com a sua bondade e educação, vontade de ajudar, de mimar, de partilhar... é o nosso orgulho!

O mundo precisa de pessoas como o Bernardo.
Parabéns meu filho!










sábado, 27 de janeiro de 2018

Sinto que estou a ficar velha quando...

Por muito que não queiramos, a idade vai deixando as suas marcas. O tempo não dá mesmo tréguas e os anos vão começando a pesar!

Digam lá que não têm momentos nos vossos dias, em determinadas situações, em que pensam "fogo  estou mesmo a ficar velho/a!" - mesmo que sejam ainda uns jovens na casa dos 30.

Eu acuso-me: noto muitas diferenças em várias tarefas ou situações do dia a dia. A forma como reagimos ou encaramos a vida. Os nossos gostos, a paciência, a resistência ao cansaço, a tolerância e até a forma de pensar... O tempo marca e eu sinto que estou a ficar velha:

Quando vou à festa de Natal do trabalho e à 1h da manhã os meus olhos estão a fechar;
Quando uma colega de trabalho faz 25 anos e percebo que já passaram 11 desde os meus 25;
Quando me falam em ir ao cinema e eu não me consigo lembrar da última vez que fui a um;
Quando o frio é tanto e nada me parece aquecer durante a noite;
Quando saio de casa com tanta roupa que pareço o boneco da Michelin - e não me importo com isso;
Quando amigos querem combinar uma saída à noite e eu só penso no meu kit maravilha: sofá + Fox;
Quando reparo que despachei um bolo rei (praticamente sozinha) e depois lembro-me que quando era miúda não podia com bolo rei(!);
Quando acho que estou toda fresca para ver um filme e 15/20 minutos depois estou mesmo é a dormir;
Quando está a chover e a única coisa que consigo pensar é "f£¥$-@¿... tenho roupa na corda.";
Quando estou meses sem ir um centro comercial (a sério) e quando finalmente vou, só me apetece ir para casa porque não tenho paciência;
Quando não me consigo rir com uma comédia;
Quando a memória começa a falhar;
Quando preencho um formulário on-line e demoro a encontrar o meu ano de nascimento;
Quando me lembro que vi a "Branca de Neve e os sete anões" no cinema;
Quando deixo o Bernardo na escola e percebo que ele não me quer dar um beijo em público.

[F₩×#-!&... está a começar a chover.] 

Eu sei que parece exagero mas aposto que alguém por aí se vai identificar.
E de certeza que me vou lembrar de mais.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Adeus 2017. Bem-vindo 2018!

Bem... e aqui estou eu depois de mais uma "pequena" ausência.
O período de festas foi um bocado atribulado e não houve tempo para posts de Feliz Natal, de Próspero Ano Novo ou de desejos para 2018 (mesmo que tivessem alinhavados). Miúdos de férias é sempre sinal de um pouco de desorganização. Depois juntamos o marido doente como só o tinha visto uma vez em quase 16 anos, mais os pequenos incidentes/inconvenientes/situações/cenas (ou whatever) do dia a dia e pronto: não há tempo para (mais) nada.
Até este post já vem com algum atraso - daqui a nada estamos no Verão e eu ainda não disse olá a 2018!

Na verdade 2017 não foi um ano fácil por aqui. O maridão chegou mesmo a ficar chateado comigo quando há dias, em conversa, disse que tinha sido "um ano de merda". Ok... se calhar deixei-me levar pelas emoções de um momento mais frágil e exagerei um bocado - toda a gente sabe que nós, mulheres, tendemos a ser um pouco dramáticas e eu tive o meu momento.

Foi um ano difícil. Um ano de adaptações. De algumas contrariedades. De provações.
A volta ao trabalho depois de um ano inteiro de ausência. Conciliar horários: os nossos, os das crianças e até de terceiros. A gestão da casa, das tarefas, do nosso (pouco) lazer. O cansaço venceu-me na maioria das vezes o que me fez deixar muitas coisas para trás. Foi um ano complicado a nível financeiro o que torna tudo mais difícil.
Mas claro que também tivemos momentos bons. Momentos nossos. Momentos felizes.Só tenho que agradecer tudo o que a vida me tem dado: tenho dois filhos lindos que transbordam saúde; tenho o melhor marido que alguma vez podia imaginar, tenho uma família enorme que está sempre lá para mim, tenho saúde e força para lutar todos os dias, mesmo nos dias em que parece que a força não chega!

Para 2018 só posso desejar que continuemos todos com muita saúde por aqui. Que tenhamos a força necessária para continuar a lutar todos os dias pelos nossos objectivos - pessoais e profissionais. E acima de tudo que sejamos muito felizes.
Para vocês aí desse lado não desejo nem mais, nem menos!

Feliz Ano Novo!



A Maria estava no popó a fazer ó-ó!
:)

domingo, 17 de dezembro de 2017

A wishlist do Bernardo


Como todos sabemos o Natal está aí à porta e a malta já só pensa nas prendinhas. Principalmente as crianças.
Nas últimas semanas o Bernardo, volta e meia, chega a casa a falar em prendas... mas para o seu aniversário (e ainda faltam três meses). Ainda não se deve ter lembrado do Natal!(Estávamos em Novembro quando comecei a escrever este post.)

O puto é meiguinho a pedir... Ou não!

Um dia chega a casa e diz que quer um tablet
No dia a seguir lembra-se que quer receber uns óculos de realidade virtual - ainda gostava de perceber  o que andam a fazer na escola para ele ter estas ideias!
Dois dias depois diz que pensou melhor e quer uma coluna de som "daquelas que se ligam ao telemóvel" - como se ele tivesse telemóvel!!


1. Cube iPlay 8 Tablet;



Por norma não lhe incutimos este tipo de ideias nem falamos com o Bernardo sobre estas tecnologias. Defendemos que ele ainda tem muito tempo para se dedicar a este tipo de "brinquedo" e que, com 8 anos, está na idade de brincar com carros, super-heróis, puzzles, jogos didáticos, livros e tudo o que possa ser enriquecedor para ele mas que não inclua um ecrã e horas a fio sentado a olhar para um ecrã.

Bem... e como pedir é fácil e as crianças têm a mente pouco ocupada, assim de repente pode sempre surgir uma surpresa. E heis que o Bernardo, um dia destes, lembrou-se (ou ouviu algum amigo lembrar-se) que quer um telemóvel "Sangsung" branco.
[Atenção que já tem preferência pela cor!]
1. JBL Coluna GO



 Já vos contei, há uns tempos, que não sou apologista de "mimar" crianças tão pequenas com tecnologias - e volto a reforçar. E, como é óbvio, expliquei ao Bernardo que um telemóvel ou um tablet não são bens que lhe façam falta neste momento. Ainda é muito novo para ter um telemóvel (principalmente o tipo de telemóvel que ele já pede) e o tablet é perfeitamente dispensável, tendo em conta as inúmeras actividades que ele pode fazer nos seus tempos livres.



1. Ténis com rodinhas.
                

Depois de já ter escrito duas ou três  cartas ao Pai Natal, a pedir sempre os mesmos presentes, o Bernardo lá se lembrou que também quer uns ténis com rodinhas. Vá... começou a baixar a parada!
É um presente muito mais acessível (dependendo da loja onde comprarmos) e até tem a sua piada. Um presente que junta o útil ao agradável.
Sim, porque ao pesquisar os artigos que ele vai pedindo, encontro valores completamente descabidos para o orçamento de uma família normal! Podem clicar nas descrições dos artigos para visualizarem as suas características e preços.

Hoje em dia já se encontram tablets a preços super razoáveis, no entanto creio que seja um bem completamente dispensável para o meu filho, neste momento.
Quanto à coluna de som portátil, também pode ser adquirida por um valor perfeitamente aceitável mas, não me parece que seja um presente com grande utilidade.
Os óculos de realidade virtual da Sony, para a PlayStation, podem ser um belo brinquedo para toda a família mas a meu ver é impensável dar tanto dinheiro por um aparelho deste género, não sendo um bem essencial e não tendo eu/nós uma conta bancária abastada! Compreendem, certo?
Quanto aos telemóveis não preciso de me alongar já que existe uma longa lista de opções para todos os gostos e carteiras. No entanto, não é a prenda ideal para o Bernardo.
Já os ténis com rodinhas parecem-se ser uma escolha mais razoável e acessível (e também existem para todos os gostos e carteiras).


Vamos ver o que o Pai Natal decide!