quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A hora de dormir

Por muito que prometa que não me vou ausentar durante muito tempo, é difícil cumprir. Não depende só de mim. 
Como o próprio nome aqui do estaminé indica, o espaço não é só meu, é da família. E nem sempre a família facilita.

Nos últimos dias a hora de ir dormir é um verdadeiro desafio. E eu tenho saído sempre derrotada deste desafio.
Quanto mais cresce mais esperta a Maria Inês fica. Mais esperta, mais ágil, mais matreira, mais traquina, mais rápida, mais refilona... enfim, pouca trégua tem dado.
Ultimamente só quer brincadeira. Seja hora de comer, trocar a fralda ou dormir, a miúda não sossega um minuto que seja. Quanto mais palhaçada, melhor. Como tal, chega a hora de ir para a cama e a coisa fica complicada. 

A Maria pode estar a cair para o lado de sono mas ela faz tudo menos dormir. Eu fico deitada com ela até ela adormecer, como já é normal,  até porque quando se deita tem que mamar para dormir mais aconchegada - foi sempre assim. Mas nestes dias nem a mama a aconchega o suficiente: 
Ela vira-se para um lado, vira-se para o outro, puxa-me o cabelo, aperta-me o nariz, lança a chupeta para o mais longe que consegue, começa a chorar só porque sim... então chego-lhe a fralda ao rabo, ralho com ela e ela fica. Mas entretanto tive que acender a luz para uma jornada à procura da chupeta.
Quando penso que a Maria adormeceu, ela levanta-se de repente e começa a gatinhar até aos pés da cama com esperança de se por a andar do quarto.
Vou buscá-la, deito-a novamente, tento cantar qualquer coisa para a embalar e a Maria Inês refila. 
Calo-me. Abano-a na esperança que ela acalme e adormeça.
Começa a chorar. Rebola para um lado e para o outro, puxa-me o cabelo, dá-me chapadas, esperneia para me afastar... chego-lhe outra vez a fralda ao rabo. Ralho com ela. Continua a chorar, agora em modo "tem piedade de mim" e deita a cabeça na minha cara. De seguida tenta deitar o corpo todo em cima de mim. Devagarinho. 
Dou mimo porque penso que assim vai ceder. Mas afinal só queria passar para o outro lado da cama e tentar fugir para o chão.

Pego nela outra vez e deito-a. Ralho com a menina pois tem que "fazer ó-ó". Ela lança a chupeta novamente com toda a sua força. 
Respiro fundo... a paciência está por um fio.

Entretanto já passou uma hora e eu continuo neste desafio. 
O cansaço é soberano e começa a falar mais alto.
A cozinha está por arrumar. A pilha de roupa e o ferro de engomar estão à minha espera.
A Maria Inês continua a desafiar-me. Mais meia hora. E outra meia...
Derrotou-me.

Quando percebo que ela adormeceu são 3 ou 4 da madrugada. Não sei se adormeceu antes ou depois de mim.
Penso na cozinha que ficou por limpar. Na roupa que não passei a ferro.
Fecho os olhos porque amanhã é outro dia e as (poucas) forças que vou tendo precisam de ser renovadas.

E no dia seguinte: vamos ver o mesmo filme!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O meu maior pesadelo

Todos nós, seres humanos, temos algo de que não gostamos mesmo nada, algo que queremos ver é bem longe ou melhor, nem queremos é ver. Algo que nos atormenta e nos estraga o dia. Algo que se torna no nosso maior pesadelo.

Penso que estes nossos pesadelos vão mudando com a idade. Na adolescência de certeza que o meu maior pesadelo seria qualquer coisa como não poder ir ter com os meus amigos num sábado à tarde ou não poder ver os MTV Europe Music Awards ou - PIOR - não ter uma VHS disponível para os gravar. Que horror!! 

Nos dias que correm, no meio de tanto afazer, há imensas coisas que me podem arruinar o dia - mesmo horas antes de acontecerem: Pensar que à noite tenho um cesto carregado de roupa para passar e que tem que diminuir drasticamente; Andar de transportes num dia mega chuvoso; Sair de manhã para o trabalho e já ir a pensar que quando voltar tenho mesmo que fazer jantar (não podemos ter todos as mesmas paixões, certo?)... enfim. Há uma panóplia de coisas/acontecimentos/tarefas que podem ser um verdadeiro martírio. 
Mas o que me tira mesmo o sono neste momento, que me faz até ter dores de cabeça só de pensar... é a cozinha!

Como já aqui disse algumas vezes, o T2 não é propriamente grande. É muito cosy, comfy e muito "fofi" mas pequeno e, como tal, a cozinha tinha que ser proporcional. Logo, como devem calcular, basta fazermos uma refeição a 4 para parecer que rebentou uma granada na cozinha. Uma bomba mesmo. Não - um míssil. Estão a ver um Tomahawk? É isso.

Ok. Posso estar a exagerar. Mas é mesmo isso que parece. Porque quando nos calha a nós o pincel, dia após dia, a imagem começa a tornar-se aterradora. E a ausência da máquina de lavar loiça só piora o cenário de destruição!

A cozinha é mesmo o meu pior pesadelo. E tenho a certeza que muitas famílias por aí percebem bem o que quero dizer. A cozinha é aquela divisão da casa que não dá tréguas um único dia. Mesmo que a queiramos ignorar, é impossível:
queres beber água, sujas um copo; Queres fazer um chá, sujas um fervedor, uma chávena, uma colher; Fazes uma sandes, sujas uma faca e as migalhas ficaram em cima da mesa ou da bancada; Os miúdos querem cereais e é mais uma taça, uma colher e o leite que entornou em cima da mesa. Com um bocado de "sorte" ainda deixou cair cereais para o chão; Vai um café? Sim e vai mais uma chávena para o lava-louças. Com tanta andança... o chão já está sujo.
Chega a hora do jantar e são 2 panelas, uma frigideira, uma saladeira, os talheres, os copos, os pratos, o fogão em estado decadente - porque com o chef é tudo à grande - e são ainda os acessórios da mise en place porque ele é profissional... bem, só de pensar já estou com enxaquecas.
E é assim todo o santo dia. Vira o disco e toca o mesmo. Mesmo que a malta esteja o dia todo fora, chegas a casa e tens a loiça do pequeno-almoço e da ceia das 2h da manhã porque o campeonato de MMA e o Masterchef Austrália não o deixam dormir e ainda dão fome.
[suspiro profundo]

É o meu maior pesadelo caros seguidores.
E de pensar que tenho que ir agora fazer o jantar!
[Desânimo total]

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Momentos #2 | O sorriso deles

Há momentos tão especiais que o tempo deveria parar para podermos desfrutar deles na sua plenitude.

Momentos que, mesmo simples, só pela sua essência nos fazem felizes, nos fazem querer ficar ali eternamente.

Para mim o sorriso e o olhar deles dizem muito e marcam os momentos que gostaria de poder eternizar.









É o sorriso deles que me inspira todos os dias. Que me dá força para lutar, para ultrapassar as adversidades, e procurar o lado positivo das coisas.







Espero que possam sorrir genuinamente durante toda a vida!
Não acham que são bons momentos estes que aqui partilho?


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Outubro

Outubro é oficialmente o mês do castanho. 
Não acham?

Não sei porquê mas relaciono automaticamente o mês de Outubro à cor castanha. Talvez porque acabou o Verão e estamos numa fase de transição - não é verão, mas também não faz frio. Na verdade é o Outono, caem as folhas das árvores. Secas. Castanhas.

Não é o mês do S. Martinho, esse grande maluco, mas é o mês em que começamos a ver castanhas por todo o lado. E que bom!

É o mês em que (supostamente) deixamos as roupas frescas, leves e coloridas e começamos a vestiŕ casacos e mangas compridas... castanhas! Será?
Botas, malas grandes... também castanhas. Adoro!

Assim sendo o castanho pode ser uma transição para as cores mais escuras do inverno, certo?! Ok, foi só um devaneio. Mas a verdade é que tudo parece castanho quando começa Outubro.

Talvez por ser Outono...



Imagem da Internet

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Finalmente começou a andar (socorro)!

E de repente ganhou coragem!!

Bem... foi nos entretantos do post anterior (entre terminar e não terminar; publicar e não publicar) que a Maria Inês surpreendeu-nos com os seus primeiros passos sozinha.

Foi uma festa. A Maria dava uns passinhos e nós festejávamos em jeito de vitória. Ela ficava toda contente e queria andar mais. E mais.
Agora que lhe apanhou o jeito... valha-nos a paciência!

É tudo tão giro. É uma nova conquista. É uma festa.
Mas a miúda não para. Não se distrai com brinquedos. Não fica mais de 5 minutos no sofá a ver desenhos animados (quando aguenta 5 minutos)! Ela quer é andar. Andar, andar, andar. Para trás e para a frente. Vai da sala para a cozinha - e como ela adora a cozinha! Vai da cozinha para o quarto. Do quarto para a sala. De vez em quando faz uma paragem na casa de banho para ver as vistas... Oh Senhor. Socorro!
Como o descanso já era muito... agora temos que passar o dia atrás da Maria pois ela diverte-se imenso a andar. E atrás do divertimento vêm as quedas, a curiosidade de chegar onde antes não chegava, de mexer onde não deve. Enfim, uma verdadeira atrevida!


domingo, 17 de setembro de 2017

O Penico - update

Claro que não é um update sobre o penico - até porque ainda não tinha aqui falado dele. 
Quero mesmo é aproveitar a oportunidade (já que vou falar sobre o penico) para vos fazer um apanhado da evolução da pequena Maria Inês - acho que vos estou a dever essa já há algum tempo.

Como sabem (ou leram aqui) a Maria Inês completou o seu primeiro ano de vida no passado dia 25 de Junho.
Aos 12 meses de idade há uma série de mudanças, principalmente no que à alimentação diz respeito. Já podemos começar a introduzir tudo e mais alguma coisa que até então era proibido.
Mas digam lá: quem é que nunca passou um geladinho pelos lábios do bebé, um bolinho ou uma garfada da nossa comida, só para ver a reacção? Às vezes é tentador... e diga-se de passagem, desde que sejam saudáveis e não façam alergias, podemos ir tentando de tudo um pouco (q.b., claro!). É óbvio que não vou dar uns camarões à gaiata ou uma costeleta cheia de gordura mas, como diz a nossa médica, já não há grandes regras na alimentação das crianças - desde que tenhamos atenção às reacções e não introduzamos muitos alimentos novos de uma vez.





A Maria adora pêssego!


Bem... isto tudo para vos dizer que a Maria Inês é um belo garfo e dificilmente fecha a boquinha quando se trata de comer. 
Engasgar-se? O que é isso? 
E não é que a miúda é desenrascada? Ela quer é dar ao dente, mesmo que ainda só tenha 8 (dentes)!
Ainda não descobrimos nada que ela não goste. Desde frutas, sopas, carne ou peixe... até pizza a Maria come. Sim pizza! Tudo muito básico mas pizza!

Mas atenção que a miúda é esperta e sabe o que é bom! Ela gosta de comer mas não abdica da maminha! 
Verdade. Ainda tenho que despender do meu sono para dar mama à menina durante a noite ou mesmo durante o dia, sempre que me apanha em casa. E é maravilhoso ver as acrobacias da Maria enquanto mama. É uma verdadeira artista!
Já as minhas olheiras não são nada agradáveis de se ver.

E já anda? - Perguntam vocês.

A Maria gosta muito de andar - quase que corre - mas agarrada às nossas mãos. Provavelmente ainda se sente insegura e assim que a largamos senta o rabiosque no chão. Às vezes até agarra sozinha no andarilho e põe-se a andar... mas se não tem onde se agarrar, lá vai ela a gatinhar. Uma preguiçosa!
E ainda há o pequeno pormenor de querer andar sempre descalça. Nem as meias se aguentam nos pés 15 minutos... qualquer dia vai para a tropa e não sabe andar de sapatos!! Não há condições.




Lá está ela de rabiosque no chão (e sem sapatos)!


Falar também não é com ela.
Se há uns bons meses atrás a Maria Inês dizia papá, mamã e papa, atualmente diz mamã e é só mesmo em último recurso.
O mal talvez seja que toda a gente a percebe. Assim sendo a Maria acomoda-se aos seus balbuceios e até refila quando acha que deve - mas sempre em "bebéguês"
Ainda assim quase conseguimos ter diálogos com a criança: nós falamos e ela responde com acções. A mamã diz: "Vamos tomar banho" - e a Maria começa a tirar a fralda. "Vamos por creme à menina" - a Maria deita-se para  esfregarmos o creme no corpo e ainda ajuda a esfregar. "Queres água?" - e a Maria aponta para o copo. "Limpa a boca." - e a Maria pega no pano e limpa a boca.
Enfim... um sem número de interações que conseguimos ter com a menina mesmo sem ela se expressar por palavras. Como é que ela não há-se ser preguiçosa!?!


Ah, mas era para falar do penico certo? [Ou bacio, como preferirem.]

A Maria Inês tem só um ano e dois meses e claro que ainda é cedo para deixar as fraldas (na minha opinião). Mas, por piada, na muda da primeira fralda, ao acordar (no fim de semana passado), sentei-a no penico só para ver a reacção dela e perguntei "queres fazer chichi"? Como é óbvio a menina não me respondeu e nem eu estava à espera que tal acontecesse mas fiquei a admirar a expressão dela até que... comecei a ouvir o líquido a cair no fundo do recipiente!! Desatámos a festejar e bater palmas... e até o penico deu sinal! É que o penico da Maria dá música quando "percebe" que tem algo lá dentro. É um som giro, tipo os que ouvimos em alguns jogos, como se dissesse "vitória". Ficou-se por ali e voltei a por-lhe uma fralda. 
Mais tarde, já depois da sesta da manhã, voltei a fazer a fazer o mesmo. Sentei-a no penico e lá ficou ela uns minutos. Muita concentração e... não é que a menina fez um cocó no penico?!! 
Pronto, mais festa, mais gritos, mais palmas, elogios, mas sem música porque o penico não tocou!! Vá-se lá entender estas novas tecnologias.




A poltrona da Maria!


Bem...  feitas as contas, já poupei duas fraldas este mês!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Estamos de Parabéns!!

E não é que já passou um ano?!!

Verdade. O nosso cantinho completou o primeiro aniversário e estou muito contente por termos chegado até aqui. Com meses mais produtivos que outros mas com um balanço muito positivo!

O meu desejo é que a produtividade cresça cada vez mais assim como o feedback positivo que me tem acompanhado até aqui. É muito gratificante encontrar alguém na rua e ser presenteado com um "gosto muito de ler o teu blogue". Às vezes nem sei bem o que responder e pareço uma criança tímida a fugir aos elogios dos adultos com um simples sorriso envergonhado.

Espero então que vocês continuem desse lado, a acompanhar as aventuras, novidades e trapalhices desta família normal. 









Até já!!